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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA

ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO

 

Projeto Robô Autônomo

João Pedro Antunes Fontes, Rodolfo E. Rickli Neto, Rafael Girotto

 

Vídeo

 

1. Projeto Eletro-Mecânico

            Utilizamos dois motores, um da marca Sanko (motor 1) e outro da Mabuchi (motor 2), com uma alimentação de V = 6V.

            Nesta etapa do projeto, foram verificados:

 

1)     Velocidade dos motores

O motor 1 apresentou uma velocidade aproximada de v = 0,47m/s, enquanto no motor 2 obtivemos uma velocidade aproximada de v = 0,45m/s.

2)     Torque

Os dois motores apresentaram o mesmo torque, aproximadamente 1,4m.Nf.

3)     Escolha das caixas de redução

Como a velocidade dos motores é um tanto alta para nossos objetivos tivemos que recorrer a utilização de caixas de redução, as quais fizeram o carrinho andar a uma velocidade média aproximada de v = 0,02m/s.

 

4)     Sistemas de transmissão

 

Figura 1: Caixa de redução e motor.

 

 

Figura 2: Sistema de transmissão.

 

Na figura acima é possível verificar a transmissão utilizada para movimentação das rodas.

 

5)     Consumo previsto dos módulos eletromecânicos do robô em movimento e em repouso

Não foi possível fazer a medição das potências dos módulos eletromecânicos devido ao atraso na definição do módulo empregado.

   

6)     Circuitos eletrônicos de potência

Figura 3: Etapa de potência.

 

A figura de potencia anterior mostra a etapa de potência testada, no entanto foram feias modificações como a utilização de um relé para inversão de fase do motor. Para o controle foram utilizados um transistor BC548 e um TIP122. O primeiro para controle do relé e o outro para ligar e desligar o motor.

   

2. Projeto dos Sensores

            Nesta etapa do projeto, foram necessárias tirar medidas como:

 

                        1) Teste de velocidade de resposta esperada do sensor

            Para o teste de resposta utilizamos um gerador de funções em 600Hz, e utilizamos o osciloscópio para observar o tempo de subida.

                 O tempo medido foi de aproximadamente ts = 70µs.

 

Figura 4: Tempo de resposta dos sensores.

                         

2) Teste de consumo de energia elétrica esperado do sensor

Nesta fase foram medidos os valores de corrente sobre o emissor e o receptor infravermelho tanto com carga e sem carga (recebendo o sinal ou não).                      

A corrente do receptor com carga foi I = 680µA com uma tensão V = 3,2V. A potência neste caso seria de P = 2,2mW. Sem carga no receptor obtivemos corrente I = 0,01mA com uma tensão de V = 20mV, o que gera uma potência praticamente nula (P = 0,2µW).

A corrente do emissor com e sem carga medida foi de I = 17,82mA com uma tensão de alimentação de V = 5V, potência P = 89,10mW.

 

3) Registro de tamanho esperado do sensor

Os sensores utilizados foram o TIL78 como receptor e o TIL32 como emissor. Ambos tem 3mm de diâmetro.         

 

Figura 5: Emissor e receptor infravermelho.

 

4) Circuitos eletrônicos necessários testados

A partir de módulos prontos fornecidos pelo professor, implementamos o circuito visto na figura abaixo (Figura 3). Abaixo vemos o circuito implementado para um único sensor (emissor e receptor).

 

Figura 6: circuito do sensor. Receptor à esquerda e emissor à direita.

 

Figura 7: diagrama dos sensores.

 

3. Microcontrolador

            Foi definido a utilização do microprocessador ATMEL 89C2051 para atender as necessidades do projeto.

 

1)     Definição dos pinos de entrada e saída necessários:

Os pinos de aquisição do sinal dos sensores serão os da porta P1.0 ate P1.3 (pinos 12 a 14 do componente). Para a saída da respostas para o motor foi escolhido os pinos da porta P3.0 a P3.3 (pinos 2, 3, 6 e 7 respectivamente).

 

2)     Definição dos recursos necessários:

Para desempenhar suas funções satisfatoriamente será necessário a utilização da função TIMER do componente para que quando necessário, o carro não recuar indefinidamente, e sim apenas o suficiente para o desvio necessário.

 

3)     Definição do clock necessário para atender os tempos de resposta exigidos:

Foi utilizado um cristal oscilador para gerar a freqüência de 3,5 MHZ.

 

4)     Definição e avaliação das características elétricas do módulo do microprocessador do robô.

Através de medições verificamos que o circuito deverá consumir uma corrente I= 34,6mA com uma tensão V=5V, com isso obtivemos que a potência média do circuito deve ser de P=173mW.

 

Figura 8: Circuito do Microcontrolador e Sensores

 

4. Sistema de Alimentação

                        A partir da definição do microcontrolador e do módulo de potência dos motores verificamos necessidade de usar duas tensões, 5V para alimentação dos CI’s e 6V para alimentação dos motores.

                        Para conseguirmos estas tensões com a corrente necessária decidimos usar uma bateria de 9V e dois reguladores de tensão, LM7805 e LM7806 para gerar 5V e 6V respectivamente.

Figura 9: Circuito de alimentação

 

5. Fluxograma do Software

                        Colocando o robô diante de precipícios simulando situações possíveis, foram definidas manobras para que este pudesse contornar os problemas. Após mapeados os movimentos foi desenvolvida a lógica para a tomada de decisões a partir de cada situação que os sensores pudessem indicar.

                                     

Segue abaixo o fluxograma:

 

Figura 10: Fluxograma do software.

 

Descrição do Software

O software desenvolvido começa com inicializações como status dos sensores, status dos motores (desligados), e configurações do Timer. O programa principal não possui nenhuma ação, somente espera a ocorrência de interrupções via Timer. Na rotina de interrupção é feito uma verificação do status dos sensores. Se acusar mudança na leitura dos sensores, simplesmente verifica qual situação foi encontrada e coloca na saída o sinal correspondente ao movimento de manobra definido para a situação encontrada.

A utilização de interrupção (via Timer) foi adotada, entre outras coisas, para resolver um problema prático: com a verificação dos sensores em intervalos de t=0,5s as manobras têm mais precisão e contornamos assim os problemas de indefinição do nível lógico quando o sensor se aproximava da beirada do precipício gerando uma comutação muita rápida dos relès, o que gerava erros nas manobras.

                                     

Conclusão

A realização do projeto de robô micro controlado possibilitou o controle de um carro através dos sinais de sensores e enviando as reposta para os motores. Foi possível compreender melhor o funcionamento dos microcontroladores ATMEL 89C2051 e PIC12F675, bem como o funcionamento de sensores para enviar sinais.

 

Referências

            - Miguel, Afonso Ferreira. Microproc II. [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.icet.pucpr.br/afonso/Graduacao/MPII/microprocessadoresII.htm. Arquivo capturado em setembro de 2005.

 

            - Datasheet Relé ML2RC2. [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.metaltex.com.br/downloads/ML.pdf. Arquivo capturado em setembro de 2005.

 

            - Datasheet ATMEL 89C2051. [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc0368.pdf. Arquivo capturado em outubro de 2005.

 

            - Datasheet LM780X. [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.fairchildsemi.com/ds/LM%2FLM7805.pdf. Arquivo capturado em outubro de 2005.