GUITARHERO

Integrantes:
Felipe Cardoso - fe.card@gmail.com
Francisco Wolff Leal - tenchileal@onda.com.br
Giovanni Alex Singer
Guchtain Finzetto - barraca_de@hotmail.com
Luiz Felipe Simioni Ditzel -
felipesimioni@hotmail.com
Ricardo Grimm Loma - rick.ardo@terra.com.br
Roger Kenji Tanaka - o_matutero@yahoo.com.br
Professores Orientadores:
Prof. Gil Marcos Jess – Física – gltjessj@terra.com.br
Prof. Afonso Ferreira Miguel – Sistemas Digitais – afonso.miguel@pucpr.br
Prof. Viviana Raquel Zurro – Circuitos Elétricos – viviana@ppgia.pucpr.br
1 ABSTRACT
Project
of the evaluation of disciplines of Digital Systems, Physics, Advanced
Techniques of Programming and Electric Circuits of the Course of Computer
Engineering of Pontifícia Universidade Católica do Paraná. The intention was to
implement the idea of the group, approved by the orientators, that contains
some significant fraction of referring knowledge of each disciplines
propagated.
2 RESUMO
O Projeto GuitarHero
consiste em, elaborar um kit de guitarra , e pedal de efeito,quanto ao que se diz respeito da guitarra,será
elaborado o circuito elétrico e o captador magnético q será utilizado para a
“leitura” das cordas utilizando princípios do eletromagnetismo. Ao que se diz
respeito do pedal de efeito será elaborado uma chave comutadora digital (DPDT)
onde ao apertar um push button, estaremos escolhendo entre o som limpo da
guitarra ou que a DPDT envie o sinal para um pedal de efeito para depois
repassá-lo a saída que será ligada a um amplificador.
3 INTRODUÇÃO
Neste semestre, foi
proposta a realização de um projeto que integraria duas matérias, Física IV e
Sistemas Digitais II. Ele consistiria na construção de algo agrupasse todas as
matérias. Apesar de inicialmente acharmos que não seria viável realizá-lo por
termos muitas matérias difíceis, decidimos então fazer algo simples e
funcional, algo útil que por mais que nos tomasse muito tempo e trabalho, nos
daria uma facilidade, pois seria mais fácil de dividir as tarefas e de achar os
problemas que caso viessem a aparecer. Assim, no que conseguimos montar o
grupo, decidimos fazer o projeto passamos então a pensar e discutir o que seria
realizado, neste momento nosso colega Francisco por ter uma guitarra teve a
idéia de fazer um captador eletrônico, logo por não parecer um projeto
complicado de ser realizado fomos procurar informações sobre a realização do
mesmo com nossos professores.
Inicialmente ficou
constatado que se esse projeto fosse realizado para que a matéria de Sistemas
Digitais II fosse utilizada seria
necessária a implementação de algo mais, pois não estava de acordo com o que o
professor solicitou, com isso, foi decidido fazer um DPDT como chave comutadora
de entrada. Este projeto consiste na realização de uma ferramenta de caráter educacional
visando um maior aprendizado das matérias às quais pertencem com a realização
de um captador eletrônico cuja função é captar as ondas eletromagnéticas.
Foi então enviado um
e-mail para a fabrica Stellfner (fábrica de captadores) explicando nosso projeto,
e pedindo um apoio para a execução. Junto com isso foi discutido com o
professor Afonso como poderia ser feita a DPDT.
Com isso feito
recebemos todo apoio e material da Stellfner para confecção do captador e foi
iniciada a criação da DPDT.
Para e confecção desse
trabalho foi utilizado o laboratório de
Engenharia de Computação no Parque
Tecnológico, Bloco de Elétrica, para a produção dos circuitos.
4 OBJETIVO
O Objetivo do projeto
GuitarHero era construir um dispositivo que agrupasse todas as matérias caso
isso não se concretizasse, o único pré-requisito era que utilizasse
conhecimentos de Física IV assim as outras matérias que não fossem utilizadas
não fariam parte da nota parcial. Todo projeto teria que ser realizado tendo
como base os conhecimentos adquiridos durante a vida acadêmica dos
universitários participantes com a ajuda e orientação dos professores
correspondentes. No caso do captador eletrônico o objetivo é o controle do
eletro magnetismo, fazendo com que a vibração das cordas fosse captada de
acordo com o funcionamento do instrumento musical e enviada para a caixa
amplificadora. Eletromagnetismo é o termo geral que refere-se às ondas
originadas em campos elétricos e magnéticos. É produzida pela aceleração das
cargas elétricas.
5 MATERIAIS E MÉTODO
Durante a realização
do projeto tivemos alguns problemas quanto a aquisição de alguns matérias
necessários para a confecção do captador-magnético, como o fio de cobre
esmaltado 44, e uma maquina que enrolasse em um carretel esse fio que é da
espessura de um fio de cabelo e tão frágil quanto um. Então resolvemos pedir
ajuda a uma empresa que tivesse experiência no ramo, encontramos a Stellfner,
que nos atendeu muito bem, tentamos negociar a aquisição dos materiais, mas
infelizmente eles não poderiam apenas fornecer o fio esmaltado e o carretel,
mas fizeram melhor. Forneceram-nos um captador-magnético pronto deles, e partes
de captadores em suas devidas etapas de preparação. Quanto ao pedal de efeito
tivemos muitos problemas com o projeto de elaboração, pois se trata de um
circuito puramente analógico, tratamento das “ondas” ocasionadas pelo som da
guitarra, como ainda não temos a base necessária para a elaboração de circuitos
analógicos tivemos que optar por projetos prontos, que também deram trabalho na
confecção e nos testes. Quanto a chave DPDT, foi o projeto que mais deu
trabalho, pois teve integral elaboração do grupo, tanto na escolha dos
materiais quanto na elaboração do esquema elétrico, o que gerou um sentimento
de orgulho nos integrantes , por ser resultado de nosso real esforço e
aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula , em pesquisas e em
conversas com professores.
Materiais utilizados na guitarra:
|
1 |
Captador magnético(fornecido pela Stellfner) |
|
1 |
Potenciômetro linear 500k |
|
1 |
Potenciômetro log. 500k |
|
1 |
Capacitor 0.22uF |
Materiais usados na confecção da chave DPDT:
|
1 |
Placa de fenolite 10X10 |
|
1 |
LM555 |
|
1 |
CI 74LS74 |
|
1 |
CI 4066 |
|
2 |
Resistores 10k |
|
2 |
Capacitores de 1uF |
|
1 |
Resistor de 1k |
|
1 |
Capacitor de 0.47uF |
|
1 |
LED |
|
1 |
Conector de bateria 9V |
6 PROJETO
O projeto GuitarHero teve inicio no dia 08 de março
de 2006 depois de uma breve reunião do grupo para escolher o tema. Nenhum tema
foi decidido na primeira reunião, apesar de ter aparecido algumas boas idéias.
Após uma conversa com um colega de sala, o aluno Francisco apresentou a
proposta de produzir um captador eletrônico de guitarra. A idéia foi discutida
e analisada pelos integrantes do grupo, e posteriormente feito a consulta junto
aos professores Gil Marcos Jess e Afonso Ferreira Miguel das disciplinas de
Física IV e Sistemas Digitais II, respectivamente, para saber da viabilidade de
se realizar o projeto proposto. Com a idéia decidida fizemos então o
pré-projeto, que não teve muito o que ser mudado ou orientado, e uma vez que já
tínhamos discutido o projeto com os professores , ele foi aprovado sem
problemas.
Com
isso iniciou-se o estudo sobre o real funcionamento de captadores e testes
teóricos e práticos para analisar a melhor maneira de desenvolvermos o projeto,
os materiais necessários, as alternativas, etc.
Então
após isso demos início ao projeto, tivemos várias dificuldades em encontrar o
material que usaríamos, fomos fazendo pesquisas em lojas, e sempre, seguindo as
instruções que recebíamos pelo caminho, tanto de professores, quanto de
colegas, e também dos lojistas que nos mandavam para outras lojas, ou indicavam
pessoas, e fomos assim seguindo atrás de ajuda e material.
A
idéia inicial era fazer apenas o captador, mas após conversa com o professor
Afonso, decidimos tentar fazer uma pedaleira de distorção para aplicarmos os
conhecimentos adquiridos no Programa de Aprendizagem de Sistemas Digitais II, e
mesmo assim não sair do princípio, fazendo mais um componente usado por um
guitarrista.
Com isso foi definido o que cada um
ficaria responsável no projeto, que acabou nos auxiliando pois por mais que
todos ajudassem em todas as partes o responsável pela parte designada que estaríamos fazendo
atuava como um coordenador, observando o que cada um deveria fazer, os
problemas que poderiam vir a ocorrer, cuidados que deveriam ser tomados, tempo
que deveria estar pronto, testes que deveriam ser feitos, equipamento
necessário e a integração com cada parte que viesse a ser necessária.
Para
a realização de testes, sacrificamos um captador da guitarra do aluno
Francisco, abrindo ele, e estudando o funcionamento exato de um captador. Com o
captador danificado, o Francisco resolveu comprar outro, entrando no site da
empresa Stellfner para compra. Após comprado e testado, observou-se um
desempenho excelente. E após pesquisa, descobrimos a oficina artística da
empresa que auxilia em novos projetos, entramos em contato com a empresa e com
auxílio de uma carta enviada pelo professor Gil confirmando a autenticidade do
projeto, a empresa nos forneceu todo o material necessário para a realização do
projeto.

Foto 1: Bobina
do captador

Foto 2:
Captador Magnético
Com o captador pronto e
funcionando, partimos para a confecção da pedaleira de distorção cujo circuito
esta na figura abaixo:

Figura 1: esquema
da pedaleira.
A pedaleira funciona da seguinte forma,
nela existe um transistor em quem nele tem sinal demais passando e ele
"corta" as extremidades da onda formada pelo sinal recebido. No
transistor você pode fazer dois estágios de amplificação em que o primeiro
amplifica o sinal original e joga no segundo, mas como o sinal já está
amplificado ele não agüenta e distorce.
Toda distorção é deformação na onda do
sinal original, quando se sobrecarrega um estagio amplificador (um transistor
por exemplo) com muito sinal ultrapassando o limite a onda é deformada, imagine
que se liga-se uma flauta que tem a onda original próxima de um semicírculo,
num distorcedor com diodos força esta onda a se quadricular, num fuzz face (q
não é com diodos) força esta onda a parecer um dente de serra, e assim por
diante, as deformações não são perfeitas (lembram apenas), e as ondas de uma
guitarra tem um formato mais complexo e logicamente com pequenas diferenças em
vários parâmetros, como qual nota tocada, palheta ou dedo, mais grave ou mais
aguda entre outras.
No
processo de construção da pedaleira encontramos varias dificuldades até o
professor Afonso nos dar a dica de usar uma DPDT(ver apêndice) para realizar a
ligação da guitarra com o circuito de distorção. Após varias tentativas de
confeccionarmos o circuito de distorção em uma placa de fenolite, resolvemos
apresentá-la no proto board, pois não
foi possível executá-la com o uso de softwares de criação de circuitos.

Figura 2: Esquema da
DPDT
7 AGRADECIMENTOS
Primeiramente devemos agradecer a empresa
STELLFNER que foi a principal responsável pelo sucesso do nosso projeto o apoio
imediato e todo auxilio nos surpreendeu com tanta qualidade e rapidez. Nós
integrantes do grupo ficamos realmente muito impressionados e felizes com esse
apoio, gostaríamos de agradecer toda essa gentileza e atenção que tiveram
conosco e por esse motivo em nome da Stellfner estaremos doando nosso projeto
para que seja exposto no laboratório para estudo.
Agora as pessoas que mais nos ajudaram no
projeto, inicialmente o professor Gil que foi quem teve muita paciência conosco
e nos incentivou muito para que fizéssemos o projeto nos dando idéias, prazos,
suporte técnico e principalmente nos ajudou com o contato com a empresa
Stellfner, que acreditamos ter sido de extrema importância para comprovar a
autenticidade do projeto que estava sendo executado.
Ao
professor Afonso Miguel que nos orientou na parte necessária de sistemas
digitais, principalmente com a DPDT tirando muitas dúvidas até mesmo em
momentos impróprios pra ele.
E também a nossa equipe é claro, que se
dedicou muito e conseguiu concretizar o trabalho com sucesso após muitos
contratempos, discussões, e problemas que a ocorreram como em todo grupo.
.
8 CONCLUSÃO
O principal objetivo foi conquistado que era a
integração das matérias para que assim adquiríssemos um conhecimento excelente
que provavelmente não seria adquirido apenas em aula tanto teóricas quanto
praticas, pois assim dificilmente haveriam situações de risco de problemas e a
integração de todas as matérias.
Houve
uma grande união também, entre o grupo, e um interesse que nem nós os próprios
integrantes imaginávamos que ocorreria fazendo assim que por mais que o projeto
tenha dado trabalho e tomado muito do nosso tempo não se tornasse algo chato, e
sim, algo prazeroso de ser feito.
Isso
se deu principalmente por que sem dúvida é na parte prática que o conhecimento
se solidifica, por isso acreditamos que um conhecimento teórico maior do que
temos e principalmente um tempo maior para o mesmo trariam resultados muito
mais satisfatórios, como projetos mais complexos, de mais valia e que nos
trouxesse ainda mais conhecimento que é o mais importante. Por isso também
acreditamos que projetos como esse devem ser integrados sempre, pois realmente são de grande valia e
ajuda em todos os aspectos mas como tudo tem coisas que devem ser reavaliadas.
Como
foi dito durante o projeto, no inicio tínhamos pensado em desistir, alguns dos
motivos são óbvios, como o tempo escasso, a falta de um conhecimento teórico
maior em muitos casos, mas o maior de todos, é o descaso e a falta de valorização
de alguns professores com o mesmo, tanto
para uma avaliação mais profunda com um peso maior em um projeto tão trabalhoso
e complicado de ser feito tanto como em
forma de nota quanto em ajuda e interesse em que saia tudo bem e consigamos
adquirir o maior conhecimento possível. Claro que como temos esse tipo de
professores que não se interessam e não nos apóiam, temos que ressaltar que
temos também professores que nos incentivam e nos dão todo apoio necessário
para a execução do mesmo, pois se não fosse por um deles, não estaríamos com o
projeto concluído hoje.
Finalizando,
acreditamos que o projeto teve seu lado bom e seu lado ruim, falando tanto no
geral quanto em cada matéria especifica. Tentamos suprir o lado ruim da melhor
maneira possível fazendo com que o mesmo
fosse concluído com sucesso. Mas ressaltando que apesar de todas as
dificuldades ocorridas e de não concordarmos com algumas situações, avaliações
e até mesmo com problemas internos com integrantes do grupo como sempre ocorrem
no final tudo acabou bem.